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Redes de apoio: necessárias ou não?

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Muitas mães diriam “sim” sem hesitar. O facto é que na sua ausência, são elas quem mais sofre.
Embora este problema afecte tanto as mulheres, como as crianças e os homens, são as mães que sentem mais o seu peso, bem como a responsabilidade de tentar diminuir as suas consequências.
Sempre se disse: ” É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”. Mas não existem essas ” aldeias”, comunidades, nas quais as pessoas se conhecem verdadeiramente, partilham alegrias, tristezas e tarefas do quotidiano, cuidam umas das outras quando necessário e do bem-estar das crianças, bem como dos idosos. São tudo tarefas e cuidados que, hoje em dia, são depositados sobre uma, duas pessoas ou pouco mais.

Mas quais serão os resultados desta falta de apoio?

– Maior pressão sentida pelos pais, que têm de providenciar tudo o que as antigas comunidades forneciam;
– Mais sentimentos de ansiedade e menor sensação de segurança;
– As prioridades trocam-se porque se tenta colmatar tantas necessidades diferentes, e muitas vezes contraditórias, ao mesmo tempo;
– Como as crianças exploram menos sozinhas e com outras crianças, os pais fazem “mil acrobacias” para tentar fornecer todo o tipo de experiências que ocorriam de forma mais natural;
– A depressão e a ansiedade aumentam, principalmente nos momentos em que mais é necessário apoio, mas não existe energia para o procurar;
– Dependemos das redes sociais virtuais para uma sensação de pertença e ligação a outros, mas que muitas vezes pode deixar uma sensação de maior isolação, solidão e inadequação;
– Sentimentos de invisibilidade e solidão, mesmo quando rodeados de pessoas;
– Os pais sentem-se julgados e incompreendidos;
– As relações ficam sobrecarregadas e as nossas expectativas quanto ao parceiro(a) aumentam.

Por outro lado, as mães acabam por se sentir culpadas por tudo…pela falta de tempo, porque trabalham demais, ou não o suficiente. Há uma incompatibilidade sentida, entre o achar que se tem de ser independente, e o ter vergonha de sentir que se precisa de ajuda.

Mas, todas podemos fazer a nossa parte em recriar comunidades/ grupos/ redes de apoio, começando por sermos nós mesmas.

Alguns passos possíveis para a recriação de uma rede:

– Ter presente que a dificuldade sentida não é um reflexo da nossa inadequação, mas das mudanças culturais que vivemos;
– Ter atenção também ás nossas necessidades, não apenas ás dos outros;
– Praticar a vulnerabilidade. porque para uma ligação e uma partilha reais, é preciso coragem e vontade de sair da zona de conforto. Aquilo que queremos normalmente está depois daquela conversa embaraçosa ou daquela apresentação intimidante;
– Aceita as tuas forças, os teus pontos fortes. O que te faz sentir forte, viva e feliz? O que te dá energia? Trabalhar as tuas forças é uma forma de encontrares as pessoas que queres ter na tua vida;
– Faz parte de algo. Seja um grupo de tricô, de ginásio, dança ou uma associação. O importante é sentir o compromisso com a comunidade à tua volta. Depois, ganhas mais contactos que podes sempre utilizar se te fizer sentido;
– Envolve-te apenas no que podes, embora a tentação de preencher a agenda até ás costuras possa ser muita…depois o cansaço e a pressão não vão ajudar a manter tudo com alegria;
– Pensa no que desejas para o futuro, e todos os dias dá um novo passo.

Mais importante…Aprende a amar-te, aceitar-te e a ser gentil contigo mesma. Numa sociedade que nos puxa ao limite e para a qual nunca somos suficiente, é importante manteres uma boa relação com a pessoa com quem passas mais tempo. TU!
( e é sempre uma boa mensagem a passar ás gerações futuras : amor próprio)

Encontra-te a ti mesma, encontra o teu grupo, comunidade, rede…porque é mesmo juntas que devemos passar pelas alegrias e pelas coisas menos boas da vida.

Na Gaya – Psicologia e Formação temos um grupo de futuras mamãs, a começar dia 19 de Julho pelas 18:30h. Se te quiseres juntar a nós inscreve-te aqui: http://goo.gl/forms/kled04TCzpZqTePZ2

Também aceitamos sugestões, se quiseres deixar a tua podes usar o formulário na secção dos contactos.

 


Fonte: http://revolutionfromhome.com/2016/04/absence-village-mothers-struggle/